MPB dos anos 90 e o modernismo no Projeto Música na Linha do Tempo

17 de novembro de 2010

O Projeto A Música na Linha do Tempo chega à reta final trazendo trabalhos autorais de compositores brasilienses que representam a MPB atual, de 1990 até os dias de hoje, e o movimento do modernismo, dentro da vertente erudita.
Nesta sexta (19), Túlio Borges apresenta o show de lançamento do disco “Eu venho vagando no ar”. Músico, poeta, compositor e cantor, Borges vem se destacando no cenário musical e este mês foi agraciado com o prêmio de melhor música vocal ou com letra por “São João”, inspirada na composição “Uma paixão pra Santinha”, de Jessier Quirino. Túlio segue agora para o Festival de Música da Associação de Rádios Públicas do Brasil (Arpub), ainda sem data prevista. Na apresentação da Funarte, Túlio Borges será acompanhado pelos músicos Rafael dos Anjos (violão), Pedro Vasconcellos (cavaquinho), Hamilton Pinheiro (contrabaixo) e Leander Motta (percussão).
O espaço para a música erudita do sábado (20), recebe um duo já bem conhecido do público, o Conversa a Dois. Formado pelos músicos Ludmila Vinecka (violino) e Guerra Vicente (violoncelo), revalam toda a afinidade musical que proporcionou a sua formação. Os dois instrumentistas deixam transparecer, com notável musicalidade e virtuosismo, a sua alta técnica de execução. No repertório especial para A Música na Linha do Tempo apresentam composições para duo de Guerra Vicente - Duo Divertimento; de Cláudio Santoro – Duo, entre outras. 
Ludmila Vinecka nasceu em Praga, República Tcheca. Diplomou-se, em 1970, no Curso Superior de Violino do Conservatório de Praga. Fez turnês, ainda em 1970, pela Tchecoslováquia e Polônia, com o grupo Ars Cameralis, e, pela então Alemanha Oriental, como solista da Orquestra Filarmônica Jovem. Em 1971, transferiu-se para o Brasil, para integrar a Orquestra Filarmônica de São Paulo. Nos anos de 1973 e 1974, foi membro da Orquestra Sinfônica de Porto Alegre. De 1980 até 1987, integrou a Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília. Foi solista em concertos regidos pelos Maestros Simon Blech, H. Morelenbaum, Claudio Santoro, Elena Herrera, Emílio de Cesar, Sílvio Barbato, Benito Juarez, Johanes Hömberg e Gerard Kegelman. Em 1985, integrando o conjunto Pro Musica Köln, da Alemanha, fez extensa turnê pela América do Sul. Em 1986, integrou a orquestra do Festival Mozart de Ouro Preto. Em 1987, ganhou o concurso para spalla da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional de Brasília. De 1975 até 1992, foi professora de violino da Escola de Música de Brasília. Atualmente é professora de violino e música de câmara da Universidade de Brasília. É fundadora do Quarteto de Brasília, com o qual recebeu o Prêmio Sharp de Música e o Prêmio Fundação Luiz Estevão de Cultura e realizou extensas turnês pelas Américas, Europa e Ásia. Em 1997 foi novamente indicada para o Prêmio Luiz Estevão de Cultura, na qualidade de violinista do Trio de Brasília, do qual é fundadora.
Guerra Vicente realizou seus estudos superiores na Escola Nacional de Música, onde recebeu, em 1964, o prêmio Medalha de Ouro, aluno de Iberê Gomes Grosso. Entre 1964 e 1968, foi aluno, admitido por concurso, do Conservatório Nacional Superior de Música de Paris, classe de Andre Navarra. De 1968 a 1972, foi violoncelista solista da Orquestra Sinfônica Brasileira. Desde 1972 é professor de violoncelo e música de câmara da Universidade de Brasília. Em 1980, foi jurado no Concurso Internacional de Violoncelo Aldo Parisot. Como solista e como camerista, realizou extensas turnês na Amérca Latina, nos Estados Unidos, Europa e Ásia. Gravou para as marcas Philips, CBS, Chantecler, Basf, Comep e RBM. Em abril de 1987 esteve representando, oficialmente, o Brasil, em Sofia (Bulgária), durante as homenagens ao centenário de nascimento de Villa-Lobos. É cidadão honorário do Estado de Nebraska (USA). É membro fundador do Quarteto de Brasília, com o qual recebeu o Prêmio Sharp de Música - melhor disco clássico - de 1993 e o Prêmio Fundação Luiz Estevão de Cultura, referente a 1995. Em 1997, foi indicado novamente para o Prêmio Fundação Luiz Estevão de Cultura, como membro do Trio de Brasília, do qual é fundador. Guerra Vicente toca num violoncelo Carlo Tononi, construido em Veneza, em 1727.

Projeto Música na Linha do Tempo

Programação da segunda quinzena de novembro

Sala Cássia Eller do Complexo Cultural da Funarte

SDC, próximo à Torre de TV

Música Popular
Sextas-feiras, às 20h30
19/11
TÚLIO BORGES
 
26/11
DHI RIBEIRO (participação especial de Evandro Barcelos)
 
Música Erudita
Sábados, às 17h
20/11
Conversa a Dois
Ludmila Vinecka ( violino) Antônio Guerra Vicente( violoncelo)

27/11
Brasília Ensemble- Quinteto de Sopros
Ariadne Paixão ( flauta )
Bojin Nedialkov ( oboé )
Renata Menezes (clarineta) Flávio Figueiredo( fagote)
Fernando Morais ( trompa ) 

Ingressos a preços populares – R$ 10,00 (inteira) R$ 5,00 (meia – para estudantes, maiores de 60 anos, músicos profissionais e professores com as devidas carteirinhas)
Ingressos antecipados: quartas e quintas, das 16h às 19h
Sextas e sábados, abertura da bilheteria às 16h


 
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